O Centro de Experimentação e Informação de Arte (CEIA) é uma iniciativa de artistas, criada no ano de 2000, a partir da necessidade de se propiciar, em Belo Horizonte, atividades diretamente ligadas à criação e à divulgação do fazer artístico contemporâneo.
Propondo intercâmbios de diversas naturezas, através de eventos internacionais organizados na cidade, o CEIA tem desenvolvido uma série de atividades voltadas para a produção artística, todas conectadas à cena internacional.
O projeto Educação Midiática realizou uma pesquisa sobre o "audiovisual comunitário'" brasileiro que culminou na publicação de um livro e na organização de um site na internet publicados em 2010. O livro é uma coletânea de artigos escritos sobre o tema por investigadores universitários. Também fazem parte da publicação textos de jovens realizadores de obras audiovisuais e um apanhado sobre boas práticas de projetos brasileiros de audiovisual comunitário. O site do Educação Midiática, além de registrar o percurso dessa pesquisa, reúne também outras reflexões sobre a comunicação comunitária no país.
Desde 1999, o Eletronika traz para Belo Horizonte o que há de melhor na cena da música eletrônica de Belo Horizonte, do Brasil e da cena internacional, incorporando também tendências no âmbito da arte, tecnologia, urbanismo e ecologia.
Em sua décima edição (11° ano), o evento consolidou-se como o mais importante do gênero no calendário cultural da capital mineira, afirmando-se como um dos principais fóruns de música eletrônica e cultura digital no país.
http://www.festivaleletronika.com.br/
Gambiólogos foi uma exposição coletiva realizada em Belo Horizonte entre os meses de novembro e dezembro de 2010, com a participação de artistas do Brasil e exterior e curadoria de Fred Paulino (Coletivo Gambiologia).
A exposição apresentou uma seleção de obras que articulam os conceitos da GAMBIOLOGIA: objetos físicos e sistemas digitais experimentais que relacionam, de formas diversas, a ideia de “gambiarra tecnológica”. Esses trabalhos são geralmente produzidos a partir da adaptação e reinvenção de materiais reciclados, aliados a tecnologias eletrônicas com maior ou menor grau de sofisticação, de forma criativa.
As obras experimentam formalmente com objetos do cotidiano, apoiados sobre um suporte técnico eletrônico-digital. Dessa forma, articulam e intercruzam temas como: a computação física; a adaptação de materiais reciclados e da tecnologia em desuso; a utilização de eletrônica de baixo nível no lugar de alta tecnologia; e o deslocamento industrial, utilizando aparelhos para finalidades distintas às quais foram inicialmente programados.
Em sua primeira edição no Brasil, o Interactivos? ‘10 BH promove na capital mineira um encontro internacional voltado para o fomento de práticas colaborativas de experimentação e pesquisa.
Em Belo Horizonte, a plataforma permanece aberta ao desenvolvimento e criação de recursos tecnológicos simples e acessíveis em projetos artísticos e educativos. As equipes de desenvolvimento, formadas por colaboradores voluntários, trabalham com uma metodologia aberta e interdisciplinar de trocas e compartilhamentos.
interactivos.marginalialab.com
Desde 2009, o laboratório Marginalia+Lab dedica se ao estímulo a práticas colaborativas de criação e desenvolvimento. Suas atividades atuais incluem workshops, residências, encontros com artistas, críticos e pesquisadores, site para a documentação online das atividades desenvolvidas, revista eletrônica e itinerância pelo interior do estado de Minas Gerais.
O Marginalia+Lab é uma iniciativa do Marginalia Project, grupo de experimentação e criação em arte e tecnologia, sediado em Belo Horizonte e responsável por projetos de instalação e programação aplicada ao audiovisual.
"Para que contar histórias nos dias de hoje? Como mergulhar na arte de narrar em tempos imersos em tantas tecnologias?", perguntam os integrantes do Grupo Teatro Kabana, responsáveis pelo projeto "Marzagão em Cena". Essas são algumas das questões que permeiam as investigações atuais do grupo que, ao longo de seus 30 anos de estrada, trilhou um longo caminho levando o teatro de rua a diversas cidades e lugares inusitados.
Em sua trajetória, o grupo vem desenvolvendo uma linguagem e identidade próprias, através de uma pesquisa consistente ancorada no teatro popular, no teatro político, no circo-teatro e no teatro de bonecos, além dos folguedos da cultura popular brasileira.
O MVMob capacita estudantes e educadores para se apropriarem das técnicas de produção de audiovisual utilizando aparelhos celulares. O MVMob tem como eixo o uso de tecnologias móveis e seu impacto sobre a produção cultural e a transmissão de conhecimentos. Busca promover a convergência da cultura com a tecnologia e a educação, integrar o conceito de mobilidade à transmissão de conhecimentos e incentivar a produção de audiovisual no ambiente escolar.
O espaço-conceito Networked Hack Lab remete ao desenvolvimento de atividades norteadas pela apropriação das novas tecnologias, experimentações de linguagens e sistemas de localização por satélite (GPS) na produção artística. O termo networked (em rede, ou conectado à rede) reafirma o sentido colaborativo e participativo dessa iniciativa e, sobretudo, a possibilidade de se estabelecer trocas de experiências entre público e realizadores, sejam estes brasileiros ou estrangeiros.
O conceito Hack Lab, por sua vez, vincula essa iniciativa ao universo pautado pela democratização dos meios de comunicação, pelo desenvolvimento e distribuição de softwares livres e pelas mais recentes inovações observadas no âmbito das tecnologias de informação, bem como na apropriação e reconfiguração do uso destas.
A fim de capacitar os participantes no uso de equipamentos de mídias móveis para a produção videográfica, o formato adotado pelo projeto "Oficinas de introdução à linguagem e produção audiovisual – Imagens do futuro", coordenado pela produtra EMVIDEO, é o de oficinas, com aulas teóricas (sobre educação patrimonial e conceitos introdutórios da linguagem e produção audiovisual) e práticas (gravação e edição).
O projeto realizou, nas cidades históricas de Ouro Branco e Barão de Cocais, cursos teórico-práticos para 30 professores da rede pública de ensino, visando a produção de seis vídeos de cinco minutos cada, sempre associados aos temas da educação patrimonial, preservação e conscientização acerca da história da região.
http://imagensdofuturo.blogspot.com
O projeto Rede Criativa Inhotim se propõe a incentivar jovens de 16 a 18 anos, moradores de Brumadinho e de cinco distritos do município, a explorar a cidade e os conteúdos da arte contemporânea através de diversas linguagens, inclusive da linguagem audiovisual. A partir de dinâmicas interativas e colaborativas, com base na experiência já consolidada do Laboratório Inhotim, os jovens participam, ao longo de doze meses, de encontros destinados ao desenvolvimento de instrumentos de expressão e de comunicação, capazes de trazer visibilidade às questões culturais da região.
O REPIA (Residência de Pesquisa Interdisciplinar Avançada) é um modelo de residência artística, que busca capacitar seus participantes para que atuem em diversos projetos criativos transdisciplinares. Mesclando referências e informações de diferentes áreas (roteiro, design, fotografia, programação, música, produção cultural e audiovisual), o REPIA conta com um corpo de oito colaboradores permanentes que acompanham a residência ao longo de sua execução.
O Projeto Rede Geração Digitaligada Webvisão – RGDW é uma iniciativa da Fábrica do Futuro – Residência Criativa do Audiovisual (Recria), através do Instituto Cidade de Cataguases, Minas Gerais, e faz parte de um amplo programa de cultura e desenvolvimento local que tem como meta a implantação na região de um Polo do Audiovisual, Animação e Mídias Digitais.
O programa Vivo arte.mov é um espaço para a produção e reflexão crítica em torno da chamada "cultura da mobilidade", que tem como meta o fomento de um pensamento crítico e o estímulo a pesquisas e criações que reflitam as transformações na sociedade contemporânea, ocorridas a partir da disseminação das tecnologias de comunicação móvel.
No decorrer de sua trajetória, o Vivo arte.mov vem se firmando como iniciativa relevante, consistente e contínua no cenário nacional, em função de sua abordagem múltipla das mídias móveis